Ir para o conteúdo
ou

<span>bahia 1798</span>

 Voltar a Notícias Home
Tela cheia Sugerir um artigo

Os amores negros na escrita de Cidinha da Silva

25 de Outubro de 2016, 13:06 , por Luiz Gonzaga das Virgens - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
Visualizado 58 vezes
Cidinhasoteopreta

Por Soteropreta

No dia 28 de outubro, uma sexta-feira, todos os caminhos de quem entende a relação entre Amor e Literatura guiarão para o Centro de Estudos Afro Orientais (CEAO/UFBA), no Dois de Julho. A partir das 18h, a escritora, prosadora e dramaturga Cidinha da Silva realiza a Roda de Conversa “Me conte a história do seu negro amor”, que pretende recolher e recontar histórias de amor protagonizadas por pessoas negras. O evento é aberto ao público.

cidinha

Serão encontros presenciais, momentos virtuais, recepção de narrativas escritas de próprio punho, digitadas e até datilografadas, tudo será subsídio para Cidinha criar histórias de seu novo livro. Cidinha explica a iniciativa de falar de amor neste momento. “As juventudes negras, principalmente o segmento das mulheres, têm demonstrado interesse (e necessidade) crescente de discutir as relações afetivo-sexuais entre pessoas negras. Precisamos de espaços públicos, abertos e protegidos para expressar nossos afetos e para falar sobre eles”, ela diz.

“O Amor sempre demandou de nós muitas dores: a dor de perder, de não poder, de não saber… Mas, nós existimos para além do racismo (Graças a Deus); o Amor entre nós, por nós é o que nos salva todos os dias!” (Urânia Munzanzu – poeta e jornalista). 

O evento criado no Facebook já está bombando e não é pra menos. A expectativa neste assunto tem sido alvo de muitas reflexões em encontros sucessivos na cidade. Para Sheu Nascimento, há lacunas, por exemplo, quanto a narrativas sobre o amor lésbico preto. “Eu, como uma mulher negra e lésbica, sinto falta de histórias que envolvem o nosso dia a dia e que é onde se faz presente os afetos e amor entre mulheres. O racismo e a lesbofobia não tem economizado estratégias pra deslegitimar e apagar a existência de nós que somos negras e amamos outras mulheres. Isso se configura em algo muito violento, pois cria um substrato social onde é negado a nós essa possibilidade de amar”, diz.

Sheu Nascimento
Sheu Nascimento

“Espaços como este vem, justamente, quebrar essa lógica, visando romper com o silêncio que abafa as nossas relações e, também, com caricaturas que giram em torno das afetividades LGBTs.” (Sheu Nascimento – negra, lésbica e militante LGBT)

De acordo com Cidinha, é preciso demarcar territórios para os amores pretos na(s) cidade(s). “Muito tem se falado sobre a solidão da mulher negra de diferentes gerações, mas existem também histórias de amor a serem contadas. Histórias de mulheres lésbicas, de mulheres trans, de mulheres cis; de homens gays, trans, cis; todos negros e negras. Histórias que emocionarão a todas as pessoas quando conhecidas”, diz.

Lembrando: as histórias lá compartilhadas servirão como base para as que serão criadas. “Não há, portanto, qualquer compromisso de fidelidade ao real (que pode também ser algo inventado pelas pessoas que resolverem partilhar conosco seus afetos”, explica Cidinha. Na ocasião, o escritor Fábio Mandingo (autor de “Muito como um rei”) irá compartilhar com o público o processo criativo de suas histórias de amor.

Se liga:

Roda de ConversaMe conte a história do seu negro amor”

Dia: 28/10 (sexta-feira), 18h

Local: CEAO (Dois de Julho)

Entrada Gratuita


0sem comentários ainda

Enviar um comentário

Os campos são obrigatórios.

Se você é um usuário registrado, pode se identificar e ser reconhecido automaticamente.