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Lembram da Operação da PF que invandiu a sede do PT da Bahia?

17 de Outubro de 2016, 23:49 , por Luiz Gonzaga das Virgens - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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NOTÍCIAS DO CENTRO DA PROVÍNCIA

Por Franciel Cruz

A briosa, impoluta e imparcial Polícia Federal deflagrou hoje cedo a Operação Hidra de Lerna, tendo como alvos o PT da Bahia, a Propeg e a OAS. Propositadamente, ou por ato falho, esta talvez seja a ação que mais revele como as coisas têm acontecido em Pindorama. E a escolha do nome dá pistas bem indicativas.

Conforme é de conhecimento desta culta plateia, o animal escolhido para batizar a ação policial é um monstro que, quando tem uma de suas cabeças cortadas, consegue criar outras duas na sequência. Além disso, a referida tem um hálito insuportável, um bafo de onça, digamos assim, e é venenosa ê, ê, ê.

Pois muito bem. Os alvos, como já informados no início do primeiro parágrafo, estão claros. Mas o que eles escondem/revelam?

Antes de adentrar no tema, eis um pouco de história e caldo de galinha, que não fazem mal a seu ninguém. A trama começa há exatos 40 anos, em 1976, quando três jovens ambiciosos, Durval Oliveiri, César Araújo Mata Pires e Carlos Suarez, se unem para fundar a OAS (Ó de Oliveiri, A de Araújo e S de Suarez).

Provavelmente por ser um leitor assíduo de Manoel Bandeira, Mata Pires assim que viu Teresa não achou que ela tivesse pernas estúpidas. Apenas sentiu que os céus se misturavam com a terra. E casou com a filha do então todo-poderoso ACM. E, por um destes mistérios insondáveis, a empresa começou a se fortalecer e ganhar novas denominações. “Obras Arranjadas pelo Sogro ou Obrigado, Amigo Sogro”.

O tempo passa, voa, a poupança Bamerindus se fode toda, e, como cantarolou a vedete de Santo Amaro, a força da grana ergue e destrói coisas belas. Menos de 30 anos depois, exatamente em 2005, a amizade (quase escrevi os escusos negócios) entre ACM, o sogro, e Mata Pires, o genro, fica abalada. Destas brigas bobas de família, que envolvem dinheiro, poder e chantagens.

Nesta época, o PT já está se aninhando no governo nacional. E a OAS, mostrando todo seu desprendimento ideológico, se junta aos novos mandatários. Mata Pires inclusive vira bilionário com os impolutos investimentos na Copa, mas derivo.

Voltemos à Propeg. Ao contrário da OAS, esta empresa de publicidade tem um comportamento leal ao carlismo. E ACM, por óbvio, retribuía este nobre sentimento. (Em 2002, por exemplo, o Cabeça quis impor, digo, sugeriu, que a empresa fizesse a campanha de Ciro Gomes Três anos depois, em 2005, os aliados do carlismo impediram instalação de CPI para investigar repasses milionários para a Propeg e outras mumunhas mais).

Por causa destas coisinhas miúdas, algumas más línguas espalharam que Fernando Barros, o legítimo proprietário da agência, era apenas um testa de ferro do Cabeça Branca. Acho muito difícil que a límpida Bahia carlista de então tenha desenvolvido um esquema parecido com o valeiroduto que os intriguentos apelidaram de fernododuto. Eu mesmo não acredito. Óbvio que foi apenas por competência que a empresa se tornou uma gigante do setor. Ficou tão grande que conseguiu uma conta milionária no governo federal comandado pelo...PT.

Então, peço desculpas pelos prolegômenos para falar sobre obviedade, mas enfim. É isso. Estas histórias demonstram que o PT quis ser igual ao carlismo nos métodos dos, digamos, empreendimentos, dos negócios, mas esqueceu de ter as costas quentes.

E a ação da PF que vai ferir, ainda mais, o partido esquece completamente da ligação umbilical destas empresas com o carlismo. A propósito, a Propeg é a agência de propaganda do prefeito ACM, o Neto, recém-eleito com votação estratosférica.

Então, em resumo é isso. Costumo sempre conceder o benefício da dúvida, mas parece, não tenho certeza ainda, que as ações da PF (e também de setores do MP e do Judiciário) estão sendo assim, um tantinho só (né?), seletivas.

 


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