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Viajando com as crônicas de Nina Horta

5 de Abril de 2016, 0:03 , por Luiz Gonzaga das Virgens - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Fonte: Pimenta e Cominho

Estou lendo O frango ensopado da minha mãe (Companhia das Letras), segundo livro de Nina Horta, e já venho recomendar mesmo antes de terminar. O conselho é pra quem, como eu, se delicia com “crônicas de comida” mais do que com receitas. Às vezes, mais até do que com a própria comida.

Uma confissão: estava no meu armário de livros de gastronomia desde o final do ano passado. Mas, ah, quer saber? A hora era agora.

Primeiro, deixei no banquinho ao lado da cabeceira da cama. Foram uns dias de paquera (e sucessivos adiamentos). Depois foi tipo beijo roubado. Passei a mão nele e joguei dentro da bolsa às 6h da manhã da sexta-feira, quando saía de casa às pressas pra uma viagem de trabalho a Jandaíra.

Pra quem não sabe, estou falando de um município baiano que já ensaia um flerte com as fronteiras de Sergipe. É coisa de pelo menos três horas de estrada, se o motorista for daqueles, sabe?

Pois melhor companhia praquela jornada não poderia haver. Nina Horta fala minha língua ao encadear histórias sobre ingredientes, produtos e, principalmente, de gente, sempre com a memória afetiva servindo de tempero. Suas lembranças de família mineira e do tempo que comandava o bufê Ginger dão um sabor a mais às palavras.

Eventualmente os temas se repetem, é verdade. Mas é como ela mesma diz, lá pela página 22, ao falar das empadinhas e do frango assado que sua mãe fazia todo santo domingo. “Era boa aquela coisa de pouca novidade, uma repetição esperada e gostosa”, ela diz.

Devorei um pedaço na ida pra Jandaíra, mas um tanto na volta. Retomei a leitura hoje. Cheguei à página 109, enquanto passava o olho no BAxVI, com a televisão no volume mínimo. Era só pra fazer companhia mesmo mas, bem… meu time ganhou de 2×0. Então parei pra tomar uma cerveja, claro. Mas volto.


Tags deste artigo: Nina Horta Gastronomia

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